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13/09/2015 09h33 - Atualizado em 13/09/2015 09h34
Escola moderna: três questões cruciais em debate
Lição de casa, uniforme e 'livro x tablet':
o que funciona melhor? Saiba o que estudos e estatísticas revelam sobre o
assunto.
Quando se trata de educação no mundo
moderno, geografia, língua e currículo podem variar, mas algumas questões são
universais.Entre elas, o debate em torno do uso de uniforme, da dose certa de lição de casa e da adoção do livro em vez do computador em sala de aula.
1 → Uniforme escolar: conveniência ou
coerção?
O uso ou não de uniforme escolar pode revelar muito
sobre a política de um país. Na França, o uso de uniforme escolar deixou de ser obrigatório desde a
década de 1960. E o uso de véus, lenços cobrindo a cabeça e turbantes, assim
como o uso de "símbolos religiosos ostensivos" é proibido em escolas
públicas.Na Alemanha, uma proposta para que um único uniforme fosse adotado
nacionalmente pelas escolas do país provocou ultraje em 2006. Muitos associaram
a proposta ao regime nazista.
Em alguns países da América Latina, como
Argentina e México, uniformes tendem a ser adotados principalmente por escolas
particulares. Como resultado, seu uso adquiriu uma conotação de status educacional.
No Brasil, também não há uma política
nacional sobre o uso do uniforme. Escolas da rede particular tendem a não
adotá-lo. Na rede estadual, o uniforme é oferecido aos pais, mas seu uso não é
obrigatório. Na rede municipal, cabe ao município decidir se alunos devem, ou
não, usar uniforme.
2 →
Livros, folhas avulsas ou tablets?
A Coréia do Sul e a Finlândia estão entre os países
com índices mais altos de distribuição de livros
escolares - mais de 95% dos estudantes recebem livros, segundo estatísticas da
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O Brasil, escolas da rede particular optam por
soluções diversas, que podem envolver o uso de apostilas criadas
especificamente para atender seus currículos, livros didáticos e também tecnologias variadas.
3 → Tempo
livre: Quantos dias? E quanta lição de casa?
Dependendo de onde uma
criança mora, ela pode ter até 75 dias letivos a mais no ano do que crianças de
outros países. Em Israel, Alemanha, Rússia e Zimbábue, o
ano letivo tem 210 dias. Costa Rica, Bolívia e África do Sul têm os anos
letivos mais curtos, com 180 dias ou menos.
A França também é conhecida por exigir
menos dias de trabalho das crianças, dando a eles férias longas para evitar
"estafa de sala de aula" - termo usado por um oficial do governo
francês.
Ainda assim, o tamanho do calendário
escolar pode ser enganador. O dia escolar em escolas francesas está entre os
mais longos do mundo ocidental. Ou seja, as crianças vão à escola menos vezes,
mas ficam muito mais tempo lá - oito horas diárias.
No Brasil, a lei determina que escolas
ofereçam uma carga horária anual de pelo menos 800 horas, distribuídas por no
mínimo 200 dias de aula. Ou seja, alunos brasileiros devem ir à escola no
mínimo 200 dias por ano e o dia escolar deve durar pelo menos quatro horas.
Com o uniforme você identifica rápido qual escola que o aluno está estudando,economiza mais água e diminuem o trabalho das donas de casa. O surgimento dos aparelhos digitais,os livros estão desaparecendo das prateleiras e perdendo seu valor.Quanto ao tempo na escola,é bom para os pais que trabalham,em contra partida os filhos estão ficando mais distantes do âmbito familiar e perdendo o verdadeiro contato e intimidade com os pais.
ResponderExcluirAlzilede,
ResponderExcluirSeria bom também tentar fazer a reflexão: como esses temas se relacionam ao que temos estudado sobre os princípios do direito à educação?